“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”

Oscar Wilde

A ideia do blog surgiu quando li o texto “Qual a idade em que somos mais infelizes, segundo a ciência” e tomei conhecimento que a crise dos 40 não é uma lenda.

Segundo a pesquisa mencionada no texto, considerando uma “curva de felicidade” ao longo das nossas vidas, a fase mais infeliz encontra-se entre os 40 e 50 anos de idade. E olha que esse estudo foi feito em 134 países! A discussão do artigo girava em torno da percepção de bem-estar do indivíduo, além é claro, do fator econômico.

Esse ano completo 45 anos, o que, cronologicamente, significa que me encontro nesta fase do meio, ou meia-idade (não gosto muito desse termo pois soa como incompleto, pela metade e não por inteiro…). Foi por esse motivo que o texto chamou a minha atenção.

Deparei-me com a citação do título de um livro sobre o assunto que me deixou indignada: “The happiness curve: why life gets better after midlife” de Jonathan Rauch. O conteúdo até pode ser bom, não li ainda, porém me pergunto por que a vida fica melhor DEPOIS da meia-idade? Eu quero que a minha vida seja melhor inclusive nessa fase. Por que essa transição tem que ser desagradável?

O termo “envelhescência” me foi apresentado pela minha orientadora Ana Cristina Brêtas (uma ótima pessoa, de um coração enorme e excelente escritora) na época do doutorado enquanto eu escrevia a minha tese. Ela mencionou os escritos do autor Mário Prata explicando que a envelhescência – da mesma maneira que na adolescência, na qual nos preparamos para a vida adulta – é um período de preparação para entrar na velhice, o que, conforme o autor, acontece entre 45 e 65 anos. Considerando esse ponto de vista, eu teria 20 anos para fazer a tal transição! Então, tenho que fazer alguma coisa interessante para viver bem tanto tempo da minha vida.

Ana Cristina Passarella Brêtas.

É aí que o blog entra outra vez por ser um canal para compartilhar experiências e estratégias para lidar com situações que serão vivenciadas durante um período relativamente longo das nossas vidas.

Se eu fosse escolher uma palavra para designar essa fase seria “Reinventar“. No dicionário significa

“… recriar uma solução para um problema antigo mas que exige uma nova abordagem; reelaborar…”

Ou seja, um momento de crescimento pessoal em todos os sentidos. É a contínua busca de bem-estar, de felicidade que nos move nessa vida!

Você já deve ter ouvido a famosa expressão idiomática “Cresce e Aparece!“. Quando eu era criança ouvia essa expressão quando fazia algum atrevimento, ou falava alguma besteira, ou ainda se me comportasse de maneira imatura. Eu cresci, estudei, me formei, casei, trabalhei, continuei estudando, tive um casal de filhos, continuo trabalhando (dupla jornada – pois sou mulher – o que compreende os serviços domésticos não remunerados e o emprego profissional formal), etc e tal. Pronto, Apareci! Será?!

Entretanto, considerando a idade do meio (risos), quais seriam meus objetivos de vida à partir daqui? Quais seriam as minhas metas, meus sonhos, meu cotidiano até chegar aos 65? (teoricamente quando se entra na terceira idade).

O que, como e quando eu vou me reinventar?

Pois bem, o primeiro passo a ser dado, ou melhor, a solução que eu encontrei, a princípio, foi criar o blog “Cresce e Aparece!” no intuito de abrir uma via de comunicação para uma conversa franca com mulheres como eu, que estão na mesma fase de autoconhecimento na meia-idade para falar sobre assuntos relevantes para nós, úteis para o nosso dia-a-dia, enfim, para atravessarmos juntas (mesmo que virtualmente) e unidas a fase que dizem ser a mais infeliz dentro da curva.

Já adianto que a edição e a configuração de um blog está sendo um desafio para mim pois sou iniciante. Estou aprendendo e há algum tempo venho buscando, com empenho, tutoriais e explicações sobre como deixar a navegação no site mais fácil (fala sério! dificuldades já bastam as que temos no nosso dia-a-dia). Além do mais, eu sou daquelas que segura o celular com a mão esquerda e digita com um único dedo (o indicador) para escrever as minhas mensagens. Ou então, fico “catando milho” no teclado do computador. Demora uma eternidade!!! (Aff).

Agora vou apresentar quais são os meus planos para me organizar e fazer desse blog um lugar para você chamar de seu:

  • Temas – Os textos publicados serão encaixados em uma ou mais das seguintes categorias.
    • Reinventando a vida
    • Praticidade no dia-a-dia
    • Bem-estar, saúde, autoestima
    • Faça você mesma (o famoso DIY = Do it Yourself)
    • Eu posso!
    • Coisas interessantes (categoria bônus para assuntos ainda desconhecidos. Afinal, estou em uma fase de novas descobertas!)
  • Frequência de Postagens – Uma vez por semana aos domingos (pretendo aumentar mas por enquanto, vamos com calma)
  • Audioblog – O mais legal vou apresentar agora! O diferencial do nosso blog! Deixarei um link com a gravação em áudio com o conteúdo dos meus posts narrados com a minha voz para você “ouvir meu recado” onde e quando quiser (no caso de você esquecer seus óculos de leitura, durante a caminhada matinal, enquanto espera o ônibus, na fila do supermercado, antes de dormir, ou em outro lugar ou situação que não seja possível fazer a leitura).
  • Citações e Músicas – Para motivar e inspirar, disponibilizarei uma frase, trecho de música, parte de poema ou outros escritos, além da indicação de um link para uma música bem bonita no início ou no final dos meus textos.

Minha cabeça está borbulhando de ideias e quero contá-las a vocês. Escrevam-me contando suas vivências, anseios, sentimentos, pontos de vista sobre o nosso tema (não se acanhe!). Adoro receber sugestões para poder melhorar meus textos e se quiser escrever só para dar um “oi” ou mandar emojis, está ótimo! (Gosto de usar essas figurinhas nas minhas mensagens mas ainda não descobri como inseri-las aqui. Mais uma vez, aff!!!).

Aqui vai a sugestão da Música: Firework – Katy Perry (não esqueça de ler a tradução! Garanto que fará toda a diferença)

“…you’re a firework

Come on let your colors burst…”

Trecho da música Firework – Katy Perry

Clique abaixo para ouvir o Audioblog

Audioblog : O que ninguém te fala sobre a meia-idade feminina (02/02/20)

Agradecimentos

Quero registrar o meu muito obrigada ao meu maridão Gustavo pelo apoio e ao amigo Eric Pereira (meu orientado) pela ajuda na edição do arquivo de áudio.

Este post é só o início de muitos outros que virão por aí. Aparece por aqui para a gente conversar e dar uma olhadinha nas novidades!

Beijos!

Ps* aqui eu colocaria um emoji de coraçãozinho (Risos).

webcresceaparece@gmail.com

Compartilhe com as amigas! Não perca as próximas postagens.

57 comentários sobre “O que ninguém te fala sobre a meia-idade feminina

    1. Parabéns, Priscila! Show! Não podemos deixar a peteca cair, porque realmente essa fase é muito difícil para nós! Juntas, somos mais fortes sempre!
      Bela iniciativa! Já é um sucesso! Bj

      1. Adorei o blog! Já entrei no quarenta há um tempo e me sinto muito bem, mais tranquila. Acho que posso dizer que depois dos 40 cresci e apareci! Sucesso!

  1. Parabéns Priscila! Adorei o texto. Estou indo para os 43 e sei bem como este turbilhão de emoções da “meia idade” bagunçam com a gente. Bjossss

    1. Adorei! Faz a gente com 40 anos pensar e repensar!! Acho que estou indo no caminho certo! Me encontrei com a minha profissão depois dos 40 anos me sinto realizada.

  2. Que bacana! Irei acompanhar, é preciso se reinventar todos os dias e com seu blog será muito mais leve essa transição!!
    Sucesso!!😘😘

  3. Que maravilha Priscila, adorei o post! Estounjustamente nesta fase da vida e com muitas inquietações. Obrigada por compartilhar e dividir estas experiências!

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