O livro “Roube como um artista” de Austin Kleon (aquele que eu mencionei no post anterior) é uma obra perfeita para aqueles que não gostam de enrolação. O autor vai direto ao ponto de interesse, no caso, a criatividade. Era isso que eu buscava quando fiz uma busca no google sobre o assunto, procurando livros, cursos ou outros materiais para me ajudar a organizar o emaranhado das minhas ideias. Não vou dar spoiler (pois recomendo a leitura para que você tire suas próprias conclusões e, se eu contar muito, perde a graça, risos), mas das 10 dicas que ele compartilha com o leitor, a que mais me chamou a atenção foi:

Não espere até saber quem você é para começar.

Austin Kleon

A sua transformação como indivíduo acontece como resultado da combinação de tudo que você aprende convivendo com as pessoas. Nesse sentido, Austin aconselha: copie quem você admira! Pode ser mais de uma pessoa: homens, mulheres, jovens, idosos, vivos ou falecidos. Vale copiar até personagens fictícios (dos livros, do teatro, do cinema). Agora eu lanço a questão: Você sabe quais pessoas você admira e deseja copiar alguma característica, atitude ou jeito de ser?

Neste post, vou te apresentar algumas mulheres brasileiras que eu admiro e contar por quais motivos (poderia listar outras várias pessoas de diferentes partes do mundo, mas colocarei somente algumas para caber aqui e o texto não ficar enooooorme).

Começo com a “Gracinha” da Hebe Camargo. Uma mulher que mudou a maneira de se fazer programa de auditório. Com sua espontaneidade e risada fácil, cativava o público sem esforço. Embora tenha começado a carreira muito jovem como cantora, o programa que levava seu nome estreou quando ela havia completado 37 anos de idade, o que na época (1966) talvez equivaleria a uma mulher de 47 anos dos nossos dias.

Nise da Silveira, psiquiatra alagoana, recusava-se a usar técnicas agressivas comuns ao seu tempo de atuação no campo da medicina, preferindo a arte – pelo desenho e pela pintura – como forma de expressão e contato com a realidade, e revolucionando o tratamento dos seus pacientes.

Quem imaginaria que uma doceira, simples e trabalhadora se tornaria uma escritora renomada depois de um livro publicado quando contava mais de 70 anos de idade? Para quem não sabe de quem estou falando, refiro-me a Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, também chamada de Cora Coralina.

Certa vez, uma doce amiga me retornou um e-mail com um trecho de um poema dessa escritora:

“Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça”

Cora Coralina

Conheci o trabalho da Nathalia Arcuri por meio de uma busca no Youtube que me levou ao vídeo “Make de rica X make de pobre” do canal Me poupe! Esse vídeo, me direcionou para outros vídeos mais interessantes relacionados às finanças e aos investimentos. Nos tais vídeos, a apresentadora explicava de maneira “entendível” muitos conceitos de economia que eu já praticava intuitivamente, porém, sem muito direcionamento. O que mais me chamou a atenção foi o seu propósito para começar essa empreitada: Poder fazer algo pelas mulheres financeiramente dependentes do marido. Nas palavras dela “Independência financeira é um projeto individual que requer comprometimento e autoestima“, o que não deve ser confundido com fazer planos a dois. É ótimo sonhar em conjunto, mas quando cada um tem suas próprias metas e planejamento para colocá-las em prática,

“…o relacionamento se torna mais sólido – porque está ancorado no amor, não da dependência”

Nathalia Arcuri

Quando falo de rótulo, no título do post, refiro-me aos rótulos sociais. As pessoas são classificadas com base em diferentes aspectos (suas características físicas, idade, grupos sociais, comportamentos, sexualidade, cultura) conforme simples suposição pautada em opiniões alheias e que muitas vezes são cheias de intolerância e de preconceitos.

À primeira vista, e usando os óculos que aplicam os rótulos sociais, essas mulheres que citei acima seriam descritas, respectivamente, como “a dondoca”, “a médica dos loucos”, “a senhorinha dos doces” e “a jornalista bonitinha”. Em muitas situações, não conseguimos evitar tal julgamento, seja ele positivo ou negativo, ou ainda, o autojulgamento. Vou te dar um exemplo: Quando você vai se apresentar, qual característica você manifesta primeiro? “Eu sou enfermeira”, “eu sou advogada”, “eu sou costureira”. Você não é a sua profissão, formação ou ocupação! Você está nela temporariamente nesse momento da sua vida. Cada fase da vida pode transformar a nossa maneira de pensar e mudar nossos interesses por meio de aprendizagens que vêm das experiências. Talvez por isso nos sintamos inseguras e com dificuldade de desgarrar desses rótulos (ainda mais quando somos rotuladas de “quarentonas”) e partir para novos desafios.

Pense bem, você consegue!!!

A sugestão de música para este post é “Tempos Modernos” do Lulu Santos, interpretada na linda voz de Marisa Monte.

Eu vejo a vida mais clara e farta

Repleta de toda satisfação…”

“…Vamos viver tudo que há pra viver

Vamos nos permitir”

Tempos Modernos

Audioblog

Audioblog: Rótulo? Não preciso! Não sei o meu prazo de validade – 16/02/20

Espero que tenha gostado desse nosso momento de reflexão. Sabe de uma coisa? Fiquei curiosa para conhecer as pessoas que você admira. Conta pra mim nos comentários, tá? Se você é nova no blog Cresce e Aparece!, dê uma olhadinha nos posts anteriores e compartilhe com as amigas!

Beijos.

webcresceaparece@gmail.com

Um comentário sobre “Rótulo? Não preciso! Não sei o meu prazo de validade

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