O mundo está aprendendo a responder essa pergunta de maneira compulsória. Estávamos acostumados a viver em piloto automático e o trabalho muitas vezes era sinônimo das nossas próprias vidas. Até outro dia, a preocupação era com a crise dos 40, mas agora a crise é a existencial!

O dia-a-dia repleto de atividades exigia que eu estivesse ligada em 2 ou 3 ocupações ao mesmo tempo. Como eu fazia isso? Com o smartphone, uai! Por isso, nesses tempos de isolamento social, aprendi estar por inteiro em uma única atividade. Tal mudança de comportamento, além de facilitar a aprendizagem (melhorando o foco e a concentração), me ajudou a prestar atenção no tempo presente (e assim, lidar com a ansiedade).

O desperdício e o consumismo causados pela facilidade de acesso aos alimentos, vestuário, água, energia elétrica entre outras coisas, tornam-se mais evidentes nesse momento. O planejamento e capacidade de se fazer escolhas certas, da quantidade e do que consumir por dia para que não falte o básico, se mostraram primordiais para a nossa qualidade de vida.

A rotina muitas vezes é uma palavra usada no sentido negativo ou pejorativo, por exemplo: “Não deixe o relacionamento cair na rotina!” ou “Não aguento mais todo o dia essa rotina!“. Estou entendendo a rotina como uma estratégia fundamental para construção de hábitos saudáveis e realmente imprescindíveis para a nossa vida. Estou aprendendo a dividir melhor o tempo para me envolver em atividades que sejam importantes e ao mesmo tempo significativas tanto para mim quanto para a minha família. Percebi que é possível:

  • Acordar mais ou menos no mesmo horário (de preferência um pouquinho mais cedo do que de costume)

É o primeiro passo para que o restante do planejamento se concretize.

  • Cultivar a espiritualidade

Ser grata por tudo o que somos e temos (mesmo que no momento seja pouco). Reservar uns minutinhos para refletir sobre o seu dia, pensar no que fez ou deixou de fazer, se agiu e interferiu positivamente na vida das pessoas que te rodeiam. Fazer um balanço diário e tentar melhorar no outro dia.

  • Planejar e preparar as refeições da semana

Achei o vídeo “Faça em 2 horas a comida da semana parte 1” no Youtube que me ajudou bastante na preparação semanal dos alimentos e na organização do tempo para o almoço e o jantar. Caso você não possa almoçar em casa, deixe sua marmita preparada!

  • Fazer exercícios

Pelo menos 2 ou 3 vezes por semana é possível se dedicar à alguma atividade física. Enfatizo a importância dos exercícios de força para nós, que já passamos dos 40, fazermos uma “poupança muscular” 💪 para a futura velhice. O exercício desse tipo, executado de forma regular, é fundamental para um envelhecimento saudável e independente. Falarei detalhadamente sobre esse assunto em futuros posts.

  • Tomar sol

Receber a energia solar ☀️e de quebra, a dose diária de vitamina D, não tem preço! Para ter uma boa absorção desse nutriente, são necessários de 15 a 20 minutos por dia de exposição de braços e pernas ao sol (se você tem pele morena ou negra, o tempo deve ser maior). E não adianta tomar sol com os vidros de portas e janelas de casa fechados! Os vidros filtram os raios UV-B que são necessários para o início da síntese (processo de aproveitamento para a absorção) da vitamina D na pele.

  • Trabalhar

Mesmo que a sua ocupação permita realizar o trabalho em horário flexível, é importante estabelecer um tempo para executar cada tarefa e metas de desempenho semanais e mensais que sejam realistas (caso o contrário, haverá frustração, questionamento de sua própria capacidade e desmotivação). Refiro-me ao desempenho, não no sentido de quantidade de produção, mas da qualidade do processo de trabalho.

  • Estudar

Na verdade, eu quero dizer “aprender“. Para aprender é preciso dispender esforço, dedicar ao estudo e ter disciplina. E como é gratificante conseguir fazer algo novo! Principalmente quando esse “algo” beneficia mais gente além de você.

  • limpeza e manutenção da casa

Certa vez, li no Blog “Emprelas”sobre dicas de como manter uma rotina de higiene e organização da casa (sem ficar neurótica). Mas a dica essencial era a seguinte: “Se demorar até 5 minutos para fazer, faça agora!” Aqui vai o 👉 LINK para o check list proposto no Blog. Nele você encontra um modelo que pode ser aplicado para quem mora em apartamento, porém pode ser editado conforme a sua realidade.

  • Ter um momento de lazer

Seja para ver TV, ler um livro, ou para outras pequenas oportunidades de descontração, é importante separar um tempo para fazer atividades que lhe dão prazer, calma ou que renovem sua energia (veja as várias dicas propostas no post anterior do Cresce e Aparece! neste 👉 LINK).

  • Melhorar o convívio familiar

Dê oportunidade para a expressão de opiniões diversas sobre um determinado assunto, respeitando as ideias apresentadas por cada pessoa da família. É o exercício diário de se colocar no lugar do outro (eu sei que isso não é fácil, mas façamos um esforcinho!😏)

  • Fazer nada!

O Ócio Criativo” do autor Domenico de Masi, publicado no final da década de 90, é um livro que se mostra muito pertinente nesse momento. Nele, o sociólogo apresenta a importância do equilíbrio entre estudo, trabalho e lazer, além de otimizar o tempo livre (mesmo que seja pouco ou que seja uma pausa) possibilitando o descanso e fazendo emergir a criatividade. Interessou no livro? Veja a dica do blog Cresce e Aparece! aqui 👇

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Muitos de nós vêm perdendo a capacidade de se relacionar. A convivência é essencial para a vida e por esse motivo, é imprescindível repensarmos as maneiras como nos comunicamos. Nos isolamos para nos defender da exposição explícita da dificuldade ou inabilidade de manter um bom convívio, o que significa compreender as diferenças, o contexto e a maturidade de cada pessoa.

Contudo, dada a necessidade de reclusão, importar-se com as pessoas não exige que estejamos fisicamente próximos à elas. Muitas famílias reaprenderam a conversar e se ver, embora por meio de vídeo, em meio a corriqueira e sucinta comunicação apenas por mensagens de textos no Whatsapp.

Entendi o verdadeiro sentido da liberdade de ir e vir, bem como a valor do contato direto com a natureza e a beleza contida nas pequenas coisas da vida.

Compreendi na prática que existe uma diferença primordial entre solidão e solitude. Estudei sobre esses conceitos para proferir uma palestra sobre o assunto no ano passado. Enquanto a solidão é associada ao sofrimento, sensação de vazio e isolamento (dispensável), a solitude é um momento de privacidade e uma oportunidade para a concentração, introspecção e oração (essencial).

A angústia pode chegar mais cedo para uns e mais tarde para outros, induzida por diversos fatores sejam eles econômicos, sociais ou psicológicos. Ela aparece por que temos medo da incerteza. Nunca passamos por um isolamento antes! como poderíamos saber como lidar com isso? Na minha opinião, precisamos aceitar a realidade para depois racionalizar sobre as possíveis soluções para os novos problemas. Acredito que devemos colocar o momento PRESENTE 🎁 em primeiro lugar pois não temos controle do momento futuro.

A música tema para o post de hoje é “Reach” na voz de Glória Estefan que canta sobre crescimento pessoal, elevação e alcance dos sonhos. Clique 👉 AQUI para ouvir.

🎧 Audioblog 🎧

Audioblog Essencial ou dispensável, eis a questão! 29/03/20

Enfim, meu recado é evitar qualquer tipo de excesso (dispensável) e colocar no papel uma lista do que é realmente essencial para você. O agora é a única certeza, cuide-se e continue sempre crescendo e aparecendo!😉

Beijos!😘

Ps* Deixe seu comentário!📣 Se gostou 😊, compartilhe!

5 comentários sobre “Essencial ou dispensável, eis a questão!

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