O hábito da leitura não é um dos costumes que fazem parte da realidade do brasileiro. Dados de 2016 mostram que somente 56% consomem livros e, destes, o consumo médio por pessoa é de 4,96 livros por ano. Porém, apenas 2,43 livros foram lidos do começo ao fim! Além disso, se considerarmos a faixa etária dos leitores, outro dado ainda é mais alarmante. Um estudo publicado pela 👉Folha identificou que a leitura diminui com a idade. A partir dos 18 anos a taxa de leitores cai gradativamente e mais da metade do pessoal da meia-idade declarou que não leem nada! (52% das pessoas entrevistadas com idades entre 40 e 49 anos).

Faço parte desse último grupo porém, leio muito mais atualmente do que quando eu era criança. Na minha época, não era comum comprarmos livros que não fossem os didáticos e muito menos os de literatura indicados pela escola. No ensino médio (antigo 2°grau ou “colegial“), às vezes trocava uns livros com as amigas ou emprestava o que precisava da biblioteca municipal.

Hoje em dia, além dos meus, me meto a ler os livros do meu filho que são indicados pela escola. Muitos deles, eu li de maneira concomitante, e lembro-me de uma obra baseada no clássico “Dom Quixote” que deu a maior polêmica entre as mães por causa de um “palavrão” logo no início do primeiro capítulo. Fui conferir, claro! Li o livro inteiro e verifiquei que havia contextualização e adequação à idade uma vez que era uma alternativa de literatura que mais se aproximava aos interesses da juventude.

Outra obra indicada, peguei para ler somente no início do mês de maio deste ano. Não consegui terminar! Desinteressei no 3°capítulo. Na contra-capa a crítica dizia que o tal livro “…tem sido aclamado em vários países como um novo ‘O pequeno príncipe“. Para mim não rolou 😅, prefiro o original do autor francês, que aliás, é maravilhoso! Foi o livro que incitou o gosto do meu filho pela leitura (uma coleção com 6 livrinhos 📚 adaptados do original foi um presente que dei à ele e que há pouco tempo, também foi lida pela minha filha mais nova).

Contudo, não quer dizer que o livro que mencionei acima seja ruim, talvez o estilo de escrita da autora não faça o meu gênero. Assumo também que não consegui terminar a leitura da obra “Divina Comédia“. Não consegui sair do “Inferno” 😈 (Risos🤣)! Mas pretendo dar outra chance para o Dante e percorrer o “Purgatório“😳 para chegar ao “Paraíso“😇.

Quando interrompi a leitura do autor Florentino, recebi pelo correio a minha encomenda do livro “Inferno” (olha eu aqui de novo!😂) do autor norte-americano Dan Brown. Desta vez, concluí a leitura rapidinho, da mesma maneira que o fiz com os outros livros do autor. Gosto demais do seu estilo que mescla na trama, fatos históricos e ficção, além de uma dose de suspense e reviravoltas que marcam todos seus escritos. O último livro que li do autor foi “Origem“, publicado em 2017. Talvez apareçam novidades até o próximo ano, uma vez que o autor dá um intervalo de 3 a 4 anos entre o lançamento de uma obra e outra. Para quem quer começar a acompanhar as aventuras do personagem Robert Langdon, sugiro seguir a sequência: 👉”Anjos e Demônios“, 👉”O Código Da Vinci“,👉 “O Símbolo Perdido“, 👉”Inferno” e 👉”Origem“. E boa viagem!!!

Não tenho o costume de reler livros, exceto os técnicos quando preciso revisar um conteúdo para a elaboração de aula ou quando é uma literatura ou romance que de tanto tempo passado, não me lembro muito bem da história. No começo do mês, li a 👉notícia de que uma das obras do brasileiro Machado de Assis, traduzida para o inglês e recentemente relançada nos Estados Unidos, esgotou sua versão física em apenas um dia na Amazon! Então, bora para a releitura de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” em 3, 2, 1…👇

Mas, por que perdemos o interesse da leitura? 🤔

Mais uma vez as distrações tecnológicas nos aparecem por todos os cantos, apresentando tudo pronto e facilitado para podar, aos poucos, a nossa capacidade de imaginar e de criar.

A obrigatoriedade da leitura de uma lista de títulos específica na escola, que inclui somente os clássicos que “caem no Enem“, bem como a ausência de maior diversidade de gêneros literários pode ser outro fator que contribui para o desinteresse. Tudo isso, reduz as possibilidades de escolha uma vez que as opções nem são nos apresentadas.

Livros são produtos caros no Brasil? Gente, TUDO é caro nesse país! Não há poder de compra para o trabalhador assalariado. Se colocarmos como exemplo um livro que custa R$40,00, o peso da aquisição desse único item para uma família que vive com um salário mínimo (R$1.045,00) é de 3,83% do orçamento do mês!

Todavia, nem sempre é preciso comprar, empreste de uma amiga, procure na biblioteca. Têm muita coisa boa querendo ser lida naquelas bandas.

De acordo com a coordenadora da pesquisa 👉”Retratos da Leitura no Brasil“, Zoara Falia, as pessoas tem a percepção de que a biblioteca serve para estudantes e para pesquisa, não sendo um espaço cultural aberto à toda a comunidade. “Não percebem que ali encontram literatura que possa interessar” e complementa: “Às vezes, é o único equipamento cultural que o município tem e deveria ser explorado, não só para acesso aos livros mas para eventos culturais”.

Li uma frase tão bonita outro dia que gostaria de compartilhar com você:

“Em cada livro há uma frase esperando para ser sua”

Site “A mente é maravilhosa”

Essa frase era o título de um 👉artigo muito legal à respeito dos livros. Inclusive, o autor nos lembra das possibilidades infinitas das palavras, o valor da imaginação e a possibilidade de viajar tanto para lugares longínquos e inventados quanto para dentro de nós mesmos.

Agora a pausa para a música 🎹.

A música desse post é “Clair de Lune” composta por Claude Debussi (1862-1918) (aprendi a pronúncia do sobrenome do artista, De-bi-cí, com a Evelyn, minha querida professora de piano). Inclusive, a música aparece no enredo do livro “Origem” 👇do Dan Brown.

É a terceira parte da peça “Suite Bergamasque” e foi inspirada em um poema do escritor francês Paul Verlaine (1844-1896). Consegui a tradução para o português nesta 👉publicação, onde você também encontra a versão original.

"A tua alma é uma paisagem escolhida
Onde enganam máscaras e bergamascas
Tocam lira e dançam quase
Tristes sob os seus fantásticos disfarces.
Cantando em modo menor
O amor triunfante e a vida auspiciosa,
Não parecem acreditar na sua felicidade
E a sua canção se mistura com o luar,
Com o calmo luar triste e belo,
Que faz sonhar as aves nas árvores
E soluçar de êxtase os jactos de água,
Os grandes jactos de água esbelta entre os mármores." (Paul Verlaine, 1869)

Agora, feche os olhos 😌e sinta a música👇

Voltando ao papo dos livros, gostaria de compartilhar com você a minha experiência com um Leitor Digital ou E-reader (um tipo de tablet para ler e-books). Entre os mais populares estão o 👉Kindle, o 👉Lev e o 👉Kobo. Recentemente, adquiri um Kindle com a proposta de reduzir a quantidade de papel em casa e pela grande disponibilidade de e-books gratuitos ou mais baratos, em relação aos livros físicos, disponíveis no mercado. Estou gostando, porém ainda não me acostumei por completo…

É claro que não vou deixar de comprar o livro de papel, amo o cheirinho de livro novo (tem uma explicação à respeito neste 👉texto), e a finalidade aqui é usar um dos “Rs” (de reduzir) da sustentabilidade (expliquei no 👉post da semana passada). Com o Leitor Digital, eu consigo ler ao ar livre por que a sua tela tem iluminação embutida (dá para ler no escuro também), marcar páginas e trechos que julgo importantes, digitar anotações, além da facilidade de acessar um dicionário para saber o significado de uma determinada palavra, sem ter que sair da frase que estou lendo. Super práticas essas funcionalidades! Mas, ainda não consegui digitar as minhas anotações direto no aparelho. Recorro ao meu caderninho e redijo à caneta no modo tradicional. Penso que eu ainda precise dessa realidade palpável…

Outro ponto positivo é a duração da bateria. Aqui em casa todos estão usando para ler os seus títulos preferidos quase diariamente e tive que recarregar somente depois de 2 semanas!

Estou curtindo tanto essa nova aquisição que resolvi confeccionar uma capa para o meu Kindle, com a finalidade de guardá-lo e protegê-lo. Busquei vídeos explicativos e adaptei uma receita que encontrei no 👉Pinterest para que eu pudesse usar os materiais que tinha em casa. Então, a dica de hoje vai ser ensinar a você o passo a passo para costurar uma capinha para Kindle, igual a minha, usando retalhos de tecido. Acesse o infográfico abaixo👇.

🎧Audioblog🎧

Audioblog: Para que servem os livros. 28/06/2020.

Menina do céu! Eu não queria para de escrever esse texto por gostar muito do tema ❤️ e pela empolgação em querer te contar um montão de coisas legais sobre as minhas experiências com os livros. Como diz a Anne, da escritora Lucy Maud Montgomery (Anne I. Pacote de 3 livros: Edição Especial I e Anne II. Pacote de 3 livros: Edição Especial II), tudo isso “amplia meu escopo para a imaginação!”.

Assim, adianto que o assunto vai dar muitos bate-papos aqui no blog Cresce e Aparece!

Espero você no próximo domingo!😉

Grande beijo!😘

5 comentários sobre “Para que servem os livros?

    1. Ro, adoro seus comentários! Fico esperando sua opinião que se mostra super pertinente! Vamos falar sim! Sou defensora dos livros e temos que mostrar a sua relevância em meio a superficialidade imediatista das redes sociais. Conto com sua ajuda. Beijos😘

      1. Ogb, Priscila pela atenção de sempre!!
        Continue nos presenteando, a cada domingo, com suas dicas e palavras saborosas!!
        Bjs

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