As(os) leitoras(res) que acompanham o blog Cresce e Aparece! talvez tenham percebido que eu deixo algumas ideias em “suspenso” para que seja possível ter mais tempo para pensar no assunto dos posts ou para permitir que aquela expectativa das “cenas do próximo capítulo” das tradicionais novelas possa aflorar novamente. A curiosidade é um importante motivador para sairmos da inércia. No presente texto, retomarei algumas “cenas“, ou melhor, voltarei com uma delas que apenas foi mencionada, porém, não foi explicada.

No Post 👉Criatividade: você já usou a sua hoje? me referi à outros 3 fatores, além daqueles explicados no texto, que ajudam a melhorar a minha criatividade: Organização, disciplina e bons hábitos.

Vamos começar com a organização. Sempre fui um pouco desligada e me distraia facilmente, características intensificadas pelo meu costume de trocar objetos de lugar. Calma, vou explicar.

Cursei a minha graduação em uma universidade localizada em uma cidade plana, na qual o meio de transporte mais prático e popular era a bicicleta. Ia de casa para a aulas caminhando ou “de bike” (a minha era uma “Ceci” cor de rosa “das antigas“). Nessas idas e vindas de bicicleta, retornei para casa e fui dormir. Na manhã seguinte, peguei meus materiais e me dirigi ao quintal e “cadê minha bike?” 😱Não estava lá! Pensei, “será que roubaram?“😲 Saí correndo 🏃‍♀️ para não me atrasar para a aula e, depois, tentaria resolver o problema. Chegando lá, ao lado da sala de aula, a minha bike reluzia ao sol presa à uma corrente do jeito que eu a tinha deixado no dia anterior. Para a minha surpresa, eu havia retornado para casa “à pé” pois esqueci que me desloquei de bike para a aula naquele dia🤦‍♀️.

Tanto em casa quanto na sala do meu local de trabalho, gosto de mudar as coisas de lugar: quadros, objetos, enfeites e móveis. Eu enjoo de tudo sempre disposto na mesma posição. Quando faço a mudança, dou outra “cara” ao ambiente, abro espaço e o local se renova ✨. O que complica é não saber o novo lugar onde guardei aquele papel, a chave do armário ou qualquer outra coisa 🤔. Essas situações são confundidas com desorganização, mas, na verdade, não é bem assim. Gente, eu faço tão bem feito, que acabo escondendo as coisas de mim mesma (😂🤣)!

Pensando em minimizar tais contratempos, busquei dicas de organização que realmente funcionassem, uma vez que organizar as tarefas diárias poupa um tempo precioso 🕐 para nós mulheres. Entendi que, não adianta bancar a executora de tarefas de uma lista diária quilométrica e não concluída no final do dia (e nem nunca!). O resultado é a frustração, acúmulos para o dia seguinte e a sensação de incompetência. Para evitar essa experiência, o negócio é fazer um planejamento semanal e não diário.

Da leitura de diferentes textos com orientações sobre organização, retirei alguns pontos em comum entre eles e outros que, após testados, se mostraram eficientes (pelo menos para mim). Então, vamos para as dicas:

  • Não confie na sua memória para armazenar tudo o que tem que fazer. Colocar no papel (ou na agenda do celular) alivia a tendência à ansiedade ou se embolar com o “mundo de coisas para fazer“.
  • Separe um dia específico para planejar a semana e não use o seu tempo de descanso para fazê-lo. Você vai usar no máximo 1 hora para registrar e organizar suas atividades (também dá para fazer em menos tempo).
  • Para ter controle sobre as suas atividades você precisa identificar quais itens precisam ser feitos com hora marcada (com início e fim) e os que podem ser feitos ao longo do dia ou da semana.
  • Comece distribuindo as tarefas com hora marcada e depois encaixe as outras. Usar canetas de cor diferente ajuda na visualização dos itens ao longo da semana. Por exemplo: Vermelho = horário definido e Verde = horário flexível.
  • Não preencha mais de 50% das horas úteis com compromissos, deixando espaço para alterações ou para as situações inesperadas que aparecem de última hora requerendo modificações no planejamento. Não adianta entupir a semana com atividades e não dar conta de realizá-las.
  • Pense nos imprevistos e na possibilidade de um plano B. Não temos total controle de nada nesta vida!
  • Não se esqueça de reservar pausas entre uma atividade e outra. Afinal, para recarregar as energias você precisa se alimentar, “esticar o esqueleto“, respirar ar puro, conversar com alguém ou simplesmente fazer nada!
  • Se não der certo na primeira semana, não desista! Faça os devidos ajustes e tente outra vez. Com a prática, todo o processo de planejamento se torna quase automático.

É aí que entra em pauta o outro fator: a disciplina. O conceito de”obediência às regras e normas” soa muito autoritário para a definição, porém refiro-me a ser responsável pelo cumprimento de nossas atividades e acrescento ainda a perseverança rumo aos objetivos traçados. Disciplina para saber administrar o próprio tempo e consequentemente, ter clareza para tomar decisões pensadas é a fórmula para fazer escolhas acertadas. Se você não as faz, alguém as fará por você.

Para ter disciplina, você precisa primeiro ter uma meta que a(o) motive e segundo, tornar as suas atividades obrigatórias mais prazerosas ou divertidas. Não é fácil, porém não é impossível. A base para tudo isso, é o autoconhecimento.

Logo, passemos para o próximo fator: bons hábitos. Nesse quesito, sugiro a leitura do livro “O Poder do Hábito” do autor Charles Duhigg. Sei que vai ter gente franzindo o cenho e argumentando que não gosta de livros classificados como “autoajuda“. Particularmente, não tenho preconceitos. Leio diferentes gêneros literários e absorvo o que considero útil para a minha vida. Não é justo criticar sem conhecer. Dá uma olhadinha clicando na imagem abaixo👇

Para facilitar, falarei de algumas anotações que fiz sobre seu conteúdo conforme fui destacando de trechos do livro. Mas antes disso, vamos para a música 🎸.

Hoje vamos ouvir “It´s my life” na voz de Bon Jovi. É um dos muitos sucessos da carreira do artista e a motivação aparece embrenhada na letra da canção:

“It´s now or never”.

Voltemos ao assunto!

Entender como o seus hábitos funcionam, quais são as deixas e as recompensas, é “meio caminho andado” para acabar com hábitos ruins e adquirir novos hábitos que levam a uma vida melhor. Tomemos como exemplo, o hábito de roer as unhas👉😬. No apêndice do livro, o autor ensina os leitores a usarem as ideias explicadas detalhadamente no corpo de todo o texto, para a modificação de um hábito usando um modelo de 4 passos:

  1. Identificar a rotina (ex. roer unha)
  2. Reconhecer a recompensa (anseios aliviados pelo prazer obtido)
  3. Isolar a deixa (o que desencadeia a vontade: o lugar, hora, estado emocional, outras pessoas ou uma ação imediatamente anterior)
  4. Planejamento da mudança (quando a deixa aparecer, substitua a rotina por uma “reação concorrente“, ou seja, um estímulo físico por outro, por exemplo, batucar na mesa ou colocar as mãos no bolso.

Tudo isso pode ser aplicado aos outros hábitos ruins tais como, checar emails a todo momento, acessar as mensagens profissionais de Whatsapp fora do horário comercial (ou do tempo estipulado por você na sua agenda) ou ainda, beliscar aquele doce que vai estragar o seu projeto de reeducação alimentar. Mas não tente mudar muitos hábitos de uma só vez.

“Acumular tantas mudanças ao mesmo tempo tornará impossível que qualquer uma delas se firme”

Charles Duhigg – O Poder do Hábito

Duhigg explica que as mudanças são como engrenagens. Pequenas vitórias geram movimento que é o resultado dessas conquistas. Estas, por sua vez, alimentam mudanças maiores, melhorando a perspectiva de que nossos objetivos podem ser alcançados.

Dessa forma, a “Força de Vontade“, o que na psicologia chama-se “motivação intrínseca“, deve ser cultivada diariamente e, para isso acontecer, identificamos a inter-relação desta força com os fatores anteriores (organização e disciplina).

Foi desta maneira que eu consegui entrar “na praia do crochê“. Para quem não sabe do que eu estou falando, no post 👉”Coisas que aprendi na infância e depois dos 40“, conversamos sobre as habilidades que podemos adquirir em qualquer tempo, sem nos preocupar se é muito tarde para aprender. Naquela publicação, disse que, embora minha mãe seja uma “crocheteira de mão cheia“, eu não havia conseguido me aproveitar dessa oportunidade ou proximidade para adquirir alguma aptidão no quesito. Ao me organizar, me disciplinar e remodelar alguns hábitos, consegui me dedicar e aprender esse trabalho manual.

Decidi fazer um cachecol 🧣. Comprei uma lã🧶 em um tom de vermelho bem bonito e assisti aos vídeos dedicados aos iniciantes. Comecei a tricotar a peça e percebi que estava ficando torto. Desmanchei tudo e recomecei. Prestei mais atenção ao trabalho e segui a orientação da mamãe de “contar os pontos para não esquecer de nenhum“. Deu certo! Vou te passar o link do vídeo que me fez sair da acomodação🦥.

Decidi transformar o cachecol em uma gola de crochê. Para isso, não coloquei as “franjas” sugeridas no vídeo e uni as duas pontas para vestir sobre qualquer blusa. Veja as fotos do processo e o resultado!👇

🎧Audioblog🎧

Audioblog: Criatividade – um pouco do que deixei para trás. 05/07/2020

Então, é isso! Não perca os próximos posts do Cresce e Aparece! Neles, continuarei o nosso papo de hoje trazendo à tona os outros assuntos que deixei para trás nas publicações passadas. Além disso, aceito as suas sugestões de tema. Não se esqueça de deixá-las nos comentários!

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Grande beijo😘 e até mais!

5 comentários sobre “Criatividade: um pouco do que deixei para trás

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