Não, eu não quis dizer FOME, me refiro a FOMO, “Fear Of Missing Out” em inglês, sigla que pode ser traduzida como “medo de estar por fora” ou “medo de estar perdendo algo“. O primeiro👉 texto que li sobre esta síndrome era dedicado ao público adolescente e jovem, por eu estar preocupada em entender por quê a moçada não desgruda do celular. Os mais jovens são facilmente acometidos deste mal, uma vez que são “nativos digitais“, ou seja, os smartphones são tão presentes nas suas vidas que quase são uma extensão do próprio corpo. Embora acostumados com a velocidade das informações disponíveis na web, não é possível acompanhar tudo o que está lá. Essa preocupação em estar “presente” e “antenado” a tudo gera muita ansiedade.

O termo não é novo, mas tornou-se mais conhecido e seus efeitos mais vivenciados pela participação massiva das tecnologias digitais e redes sociais em nossas vidas. A sigla foi cunhada pelo americano 👉 Dan Herman em 1996, definida e descrita em um trabalho científico publicado no Journal of Brand Management no ano 2000.

O imediatismo das postagens, das curtidas, das publicações de imagens traduzem esse medo de ficar para trás. É uma corrida contra o tempo para não esquecer de registrar e compartilhar cada passo dado, cada prato experimentado, cada pensamento. É inevitável a comparação da nossa vida com a vida das outras pessoas. Porém, não podemos nos esquecer que o que é compartilhado é apenas uma ínfima parte do todo, os melhores momentos e as fotos mais bonitas. Nem todo mundo vai sair postando por aí aquela foto com remela nos olhos, cabelo esculhambado ou com olheira de insônia.

Nós, da meia-idade, também caímos na mesma armadilha, sim! Quem nunca usou filtro para esconder aquela manchinha, uma espinha no queixo ou um pé de galinha? 😬 De vez em quando, tudo bem, vale a brincadeira😎. Mas tem gente que exagera e pior, tem gente que acredita que a pessoa da foto é realmente assim e se sente diminuída 😔por achar que está bem caidinha para a sua idade.

É um novo 👉 problema psicológico que vem acometendo adolescentes e pode acometer pessoas de mais idade que se viciaram em tais aplicativos que “filtram” em tamanha dimensão, que comprometem a imagem corporal. Esse distúrbio da autoimagem faz com que a pessoa foque de maneira obsessiva em um pequeno “defeito” que considera (ou imagina) ter na sua aparência, denominado 👉 “Transtorno Dismórfico Corporal“. De acordo com um 👉 POST publicado no final de 2020, esse problema tem motivado a procura por cirurgiões plásticos para que a imagem da pessoa no espelho se aproxime da sua imagem moldada pelos aplicativos de filtro, tais como o Snapchat e o Instagram.

No programa “Simples Assim” exibido em outubro de 2020, a apresentadora Angélica abordou o assunto em companhia de Preta Gil, Julianna Paes e Grazi Massafera. Elas falaram a respeito de ataques sobre a aparência que sofrem nas redes sociais e reagiram a eles de “cara lavada” usando argumentos convincentes com a #semfitro. Assista o episódio, clicando 👉 AQUI.

No meu ponto de vista, para as mulheres de meia-idade, a obsessão por estar presente em todas redes sociais, começa na vida profissional por pura necessidade ou exigência do trabalho. Por meio das redes sociais divulgamos produtos e serviços, nos comunicamos com clientes, pacientes ou alunos, compramos e vendemos, fazemos praticamente tudo o que precisamos sem sair de casa. A partir desse ponto, nos acostumamos a estar em vários lugares ao mesmo tempo e a qualquer hora. Sem percebermos, a tecnologia digital, profissionalmente útil acaba por invadir a nossa vida pessoal.

A FOMO está se instalando quando:

  • pensamos que “Ter que estar online” é uma obrigação;
  • não resistimos em checar imediatamente as notificações do celular;
  • temos dificuldade de concentração em uma única tarefa sem consultar a internet ao mesmo tempo;
  • sentimos uma espécie de abstinência por estar “desconectado“;
  • passamos a perceber a “vida virtual” mais interessante ou tão real quanto a “vida real”.

Achei um vídeo bem explicativo para que você compreenda outras nuances desse medo imaginário. Assista clicando abaixo 👇

Agora, uma pausa no assunto para a indicação da música.

#Dica de Música do Blog🎼

A dica de música do post, na verdade é um conjunto de músicas. Mais ainda, é um verdadeiro show! Esses dias meu filho me mostrou um vídeo da apresentação do Super Bowl ocorrida em 2016. Super bowl é a final do campeonato da NFL (National Football League), a mais importante liga de futebol americano dos Estados Unidos e o maior evento esportivo daquele país. Milhões de pessoas assistem na TV, como se fosse a final da Copa do Mundo aqui no Brasil. O Show acontece no intervalo do jogo e conta com a participação de diferentes celebridades do mundo da música.

Eu escolhi o vídeo da 50ª edição do evento para compartilhar com você a performance musical de Coldplay, Bruno Mars e Beyoncé, interpretando trechos de suas canções de sucesso. Para você ter uma ideia, se eu tivesse oportunidade, gostaria de estar presente (na vida real!) apenas no intervalo deste evento. Para mim, o jogo em si não faria a menor falta🤭.

Com vocês o vídeo, na íntegra , do show do Super Bowl 50 (assistam até o fim!!!) 👇

Voltando ao nosso assunto, outro ponto que considero relevante no que diz respeito a meia-idade idade feminina, é o receio de sentir-se ultrapassada e “por fora” dos assuntos dos jovens. O que adianta ter uma aparência de mocinha se a pessoa se comporta como a “tiazinha do Facebook“?

Genteeeemmmm!!! A beleza está na diversidade e nas múltiplas possibilidades. A língua portuguesa é tão rica! Para quê ficar limitada em meia-dúzia de palavras usadas e consumidas nas redes sociais? Dentro dos ambientes virtuais, nos habituamos com palavras negativas como “Hater” e “cancelamento” ou nos contentamos em contar a quantidade de curtidas e visualizações das nossas postagens.

Então, desconecte-se! Viva a vida real! Ame-se do jeito que você é. Reflita sobre o que e, principalmente, quem realmente é 👉 essencial na sua história. Não espere a aceitação dos outros, isso evita frustrações desnecessárias.

A vida é muito curta para ser desperdiçada 🤳ouvindo opiniões de pessoas que, se quer você conhece pessoalmente.

#vicejarsempre

#semfiltro

#vidareal

#menoswifi

🎧Audioblog🎧

Audioblog: As mulheres de meia-idade também sofrem de FOMO. 11/04/2021.

Grande beijo💋 e até breve!!!🖐

Um comentário sobre “As mulheres de meia-idade também sofrem de FOMO

  1. Olá Priscila.
    O asunto de hj me fez sentit mais saudade dos nossos cafés: uma forma de resistência à esse transtorno q vc abordou.
    Adoraria q vc continuasse falando mais sobre isso!!!
    Gde abç

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